domingo, 21 de novembro de 2010

Irena Sandler morreu... sabes quem era????



A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade.  
Irena Sendler








Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. 
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!)   

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.   

Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. 
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.   
 Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.   
Os nazistas souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. 

Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: 
Jesus, em Vós confio, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da  Zegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.   
 No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada.
Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

Pois é nehh!!!!
Bjssss....

9 comentários:

Taís Marçal Diniz disse...

Oi amiga obrigada por comentar em meu niver, adorei!
Querida e o nosso sorteio, quando quer fazer?
Beijocas!

escargopotte disse...

pelo jeito você teve uma otima educaçao !

beijinhos carinhosos e otima semana

Lenita Vidal Porcelanas disse...

Bom dia amiga!
Lindo relato!
Ela com certeza foi um daqueles Anjos na Terra!
Coragem, dedicação, amor ao próximo. Algumas pessoas, realmente merecem muito mais que um simples indicação ao Prêmio Nobel e nem lembradas devidamente são.
Beijos, tenha um dia colorido...
Lenita

Mirian disse...

Nossa! que lindo. Ler isso é emocionante, vem ao encontro à atração que sinto, não pela tragédia em si, mas por tudo o que diz respeito a essa época. Parabéns por haver nos dado conhecer a essa linda mulher.Bjinho.

Solange Guimarães disse...

Que mulher admirável!!!! Eu não conhecia a história dela, desculpe minha ignorância! Ainda bem que eu li agora, depois de ver o jornal da manhã com tanta violência, tanto arrastão... afinal de contas o mundo tb é feito de pessoas boas!!!!!

Solange Guimarães disse...

Passei por aqui pra te retribuir a visita e agradecer os elogios e... me deparei com esse post...Parabéns amiga!!!! Bjks no coração!!!!

Sandra disse...

Eliane, eu não conhecia essa história e estou impressionada com a coragem desta mulher. Tudo sobre a II Guerra me chama atenção, mas principalmente a parte que se refere ao tratamento dado aos judeus, à luta pela sobrevivência. E sempre me emociono, às vezes chega até a parecer que sou de origem judaica, tamanho o interesse, mas acho que no fundo é necessidade de entender como tantas atrocidades puderam acontecer.
O que ela ganhou vale muito mais que um Prêmio Nobel. Ela ganhou a alegria de ter salvo vidas, e a consciência tranquila de não ter ficado parada diante do absurdo.
Obrigada por trazer esta história!

Minha cunhada quer o difusor sim. Olha o preço que vai ficar e me manda.
Beijos

Sandra disse...

Ah! Fiz um post sobre como fiz as etiquetas. Dá uma conferida lá.
E a coluna, tá melhor?
Beijos

ELIANA-Coisas Boas da Vida disse...

uma grande mulher essa Irena bela história de vida!!

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