domingo, 17 de outubro de 2010

Vinicius de Moraes

Soneto de Maior Amor

Maior amor nem mais estranho existe

Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.


E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Bjssss..

Um comentário:

Cintia Branco disse...

Eliane,

Ah, Vinícius... LIndo!
Beijos e boa semana

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