sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pablo Neruda


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

4 comentários:

Fernanda Reali disse...

Tão triste e tão lindo Neruda... Tem um livrinho velho aqui em casa, gosto muito.

Obrigada ela visita, pelo comentário. Adorei saber do teu interesse pelos animais abandonados. Ajudo o SOS Vida Animal aqui no Rio e acho essencial divulgarmos isso.

Se quiseres, envia um post sobre isso ou sobre ecologia e o publicarei fernandareali@gmail.com

Lindos os teu blog, parabéns!

Ivete P. Santana disse...

Olá...
Obrigada pela sua visita e comentário..
Parabéns pelo seu blog.. esta muito lindo..
Tenha um otimo sabado.
Abraços.
Ivete :)

GIL disse...

Já falei pra vc que amo Neruda, olha intimidade....rsss......bjks.....Gil

Miriam disse...

Olá Eliane,

Passando para conhecer o seu cantinho e consigo sentir o aroma de casa arrumada e limpinha....
Que delícia!!!
Não sei se vai gostar do meu, já que vives de dieta????rsrsrs

Que os nossos dias sejam de harmonia e serenidade!!!
1000 Beijokinhas

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